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Reunião de Entidades Sindicais Patronais: BA, RJ, RS e SP

 

No último dia 4 de maio, os presidentes das quatro maiores entidades sindicais patronais da Indústria Química no Brasil: Roberto Fiamenghi (Sindipeq-BA), Newton Battastini (Sindiquim-RS), Nelson dos Reis (Sinproquim-SP) e Isaac Plachta (Siquirj), reuniram-se, por meio de videoconferência, com o intuito de discutir assuntos pertinentes ao setor químico, o qual vem sendo fortemente abalado por algumas políticas públicas controversas, entre elas a extinção do REIQ – Regime Especial da Indústria Química. Este encontro foi coordenado pelo Sinproquim.
 
Na ocasião, os presidentes debateram sobre o cenário adverso enfrentando pela indústria em geral, sobretudo a química, avaliando o impacto que este desmonte significará para a economia brasileira, fortemente atrelada ao setor, principalmente com relação à indústria de base. Nos últimos anos o país vem passando por uma fuga de investidores, que escolhem outros países para se instalarem em detrimento do Brasil e seus altos tributos. O presidente do Siquirj, Isaac Plachta, lembra inclusive, que o Rio de Janeiro já foi o maior produtor de metanol do país, perdendo uma importante Planta Industrial, moderna, tecnologicamente atualizada, com altíssimo rendimento técnico, que foi desmontada e instalada nos Estados Unidos.
 
Este cenário resulta em uma dependência cada vez maior de produtos importados que são de essencial importância para os postos-chaves da economia nacional, como o agronegócio. Fertilizantes e defensivos agrícolas, parte significativa dos custos da agricultura, são majoritariamente importados (80% dos fertilizantes e 100% dos defensivos agrícolas), tornando produtos que possuem excelente um desempenho em exportações, intimamente dependente das flutuações dos preços destes insumos no mercado internacional.
 
A situação é delicada para o setor, que apesar de ganhar uma sobrevida com o novo marco do gás natural, ainda sofre com valores exorbitantes de matéria-prima, tornando inviável qualquer tipo de competitividade. Está mais do que claro que este quadro não será revertido com medidas isoladas e pouco objetivas, sendo indispensável que haja uma reforma total, administrativa e tributária, para alcançarmos uma retomada econômica real.
 
É nesse sentido que o Siquirj apoia incondicionalmente, juntamente das principais entidades sindicais patronais da Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo, um movimento que salve a Indústria Química nacional. Acreditamos que é de suma importância uma união entre diferentes estados, mesmo que cada um possua uma realidade socioeconômica bastante distinta, pois a nível de Brasil, todos orbitam um mesmo cenário preocupante, com problemas que são comuns ao setor.
 
Agradecemos, portanto, a importante iniciativa do Presidente do Sinproquim, Nelson Pereira dos Reis, juntamente de seu diretor-executivo, Renato Endres, em elaborar e coordenar este encontro entre entidades. Agradecemos também aos demais Presidentes: Newton Mario Battastini, do Sindiquim; e Roberto Fiamenghi, do Sinpeq, pela participação. O Siquirj estará sempre ativo apoiando estes movimentos pela Indústria Química.
 
E no dia 8 de junho, teremos um novo encontro.