Quem somos

O SIQUIRJ é uma entidade empresarial que visa representar os vários setores da industria química perante os poderes públicos e demais associações, bem como prestar assistência à comunidade empresarial na defesa de seus interesses coletivos.

 

O SIQUIRJ foi criado em Outubro de 1946 por um grupo de industriais do setor químico para defender seus interesses perante o governo, a sociedade e a comunidade industrial.

 

Há mais de 70 anos o SIQUIRJ assessora, informa e representa seus associados, almejando seu desenvolvimento e estabilidade. Sem fins lucrativos, o SIQUIRJ tem como base territorial todo o Estado do Rio de Janeiro. Seu quadro social é composto por empresas dos mais variados portes: micros, pequenas e de médio porte, até às maiores indústrias do país.

  

Palavra do Presidente

 

         Recentemente o SIQUIRJ promoveu um evento para discutir as possibilidades da Indústria Química no ERJ, descrito neste mesmo boletim, mais adiante. Dias depois a ABIQUIM promoveu do 26º ENAIQ – Encontro Anual da Industria Química. É notável a convergência das conclusões sobre a importância e a essencialidade da indústria química na economia brasileira, bem como sobre a as políticas de apoio sugeridas para acelerar o desenvolvimento do nosso segmento. 

         A pandemia evidenciou o valor estratégico da produção química nacional para a população defender sua saúde e se alimentar sem depender unicamente de importações de outros países. Em 2021 conseguimos controlar a pandemia e estamos seguros de que em 2022 novas moléculas serão criadas, na medida das necessidades, para enfrentarmos novas cepas que certamente aparecerão.

         A situação do setor químico no PIB Industrial pode ser avaliada pelo volume de produção em 2021, mas é importante notar que o do déficit comercial do segmento, chega a 50% a demanda interna. Assim sabendo que operamos a 75% em média da capacidade instalada a conclusão é que sem novos projetos sempre seremos dependentes, em grande escala, do mercado externo para atender as nossas necessidades.

         Estes resultados comprovam que somos um segmento essencial da economia brasileira, impactando diretamente em saúde, transporte, saneamento, habitação, geração e distribuição de energia, no desenvolvimento sustentável… somos sim uma atividade de base, criamos valores e aumentamos a produtividade em diversas cadeias produtivas, gerando riquezas e empregos para milhares de brasileiros.

         Citando apenas a Agricultura como exemplo, a Química tem uma contribuição essencial para que o Brasil possa produzir alimentos para mundo e para os brasileiros, haja visto a proposta do projeto de lei que cria o Programa de Desenvolvimento de Indústria de Fertilizantes que tramita no Congresso. 

         As oportunidades que nosso país apresenta resulta em enormes possibilidades de investimento na indústria química. O déficit comercial do setor é o indicador da magnitude de investimentos possíveis. 

         Com este olhar no futuro também o SIQUIRJ atua junto aos órgãos governamentais e entidades privadas para enfatizar a importância do aproveitamento do gás natural do estado do Rio de Janeiro, particularmente via investimentos em projetos petroquímicos.

        Em 2021, apesar da continuidade da pandemia do Covid-19, o SIQUIRJ continuou atuando pelo fortalecimento da indústria química no país e no ERJ. O Sindicato foi signatário de dois manifestos da Abiquim contra a extinção do REIQ, sendo coordenador da mobilização no estado. Além disso, o SIQUIRJ uniu forças a três sindicatos patronais da indústria química: Sindiquim-RS, Sinpeq-BA e Sinproquim-SP, num Conselho de Entidades Sindicais da Indústria Química – CESIQ, que tem como objetivo ressaltar a importância da química na economia e no dia-a-dia da população.

         Resumindo, o Setor Químico em todas as economias – avançadas ou não – fabrica os produtos mais sofisticados e complexos e nossa competitividade com as maiores economias é pequena, mas entre os emergentes nós temos o maior potencial de crescer, principalmente desde que haja nivelamento das condições de investimentos, a saber a estabilidade das regras, matéria prima e energia a preços competitivos e segurança jurídica. Para tanto, pela sua essência estratégica a Indústria Química merece uma atenção especial do Governo e, até mesmo um ministério dedicado, para chamar de seu.

         Vamos aguardar 2022 seguros de quaisquer que sejam os desafios teremos condições de superá-los. 

 

Isaac Plachta
Presidente

  

Pontos de Atuação

- Relações permanentes com o governo federal, estadual e municipais;

- Relações com entidades da categoria econômica e das categorias profissionais;

- Participação nas diretorias da FIRJAN e do CIRJ e nos conselhos de: Meio Ambiente, Comércio Exterior, Tecnologia, Política Social e Trabalhista;

- Divulgação, através de informativos semanais, de Legislação e projetos de lei, eventos e informações políticas, tecnológicas e outros assuntos de interesse para o setor;

- Representação em dissídios coletivos das categorias diferenciadas e orientação em acordos coletivos;

- Apoio jurídico;

- Divulgação de indicadores industriais e financeiros do setor e de outros segmentos;

- Promoção de assembléias, debates e eventos com participação de autoridades governamentais;

- Divulgação via Internet;

Prerrogativas

- Representar , judicial e administrativamente, os interesses da categoria representada;

- Impetrar, no interesse da categoria econômica representada, mandado de segurança coletivo;

- Firmar contratos coletivos de trabalho, de acordo com os interesses da categoria representada, na conformidade da Lei;

- Eleger ou designar os representantes das respectivas categorias;

- Funcionar como órgão consultivo do Poder Público, apresentando, aos órgãos competentes, estudos e soluções para os problemas relacionados com a categoria representada;

Objetivos

- Amparar e defender os interesses gerais das indústrias dos setores empresariais, representando-os, também, perante os Poderes Públicos Federais, Estaduais e Municipais, colaborando com os mesmos no estudo e solução de todos os assuntos que direta ou indiretamente possam, de qualquer forma interessar às empresas;

- Pugnar pela liberdade econômica e defender os princípios da livre iniciativa, enaltecendo suas virtudes para a promoção do desenvolvimento econômico e social e o bem estar da comunidade;

- Conscientizar os empresários para a necessidade de melhorar a qualidade do produto industrial, mediante a incorporação dos avanços tecnológicos, como fator de competitividade;

- Estimular a criação, apoiar e assistir as pequenas e médias empresas, preservando o tratamento diferenciado que devem ter e incentivando-as a buscar o aperfeiçoamento administrativo em geral e, especialmente, no que tange a melhoria dos recursos humanos, a gestão financeira e a produtividade;

- Promover e projetar a imagem do empresariado industrial do setor junto à opinião pública;

- Pleitear e adotar as medidas de utilidade aos interesses de seus associados, constituindo-se defensor e cooperador ativo e constante de tudo quanto possa concorrer para o desenvolvimento da classe que representa;

- Gozar de todas as vantagens asseguradas pela legislação em vigor;

Deveres

- Colaborar com as indústrias do setor e Poderes Públicos, no desenvolvimento da solidariedade social;

- Manter serviços de assistência informativa e judiciária para os associados, visando à proteção dos participantes da respectiva categoria econômica;

- Promover o aperfeiçoamento das relações do trabalho, com vistas a maior produtividade e qualidade dos produtos, promovendo inclusive a conciliação ou resolução nos dissídios de trabalho;

- Buscar o aprimoramento técnico e a integração das empresas da categoria econômica representada;

- Propiciar um maior intercâmbio de informações, fomentando, também, a colaboração entre as empresas da atividade congregada;

- Promover entrosamento e solidariedade entre o empresariado, inclusive participando de entidades ou iniciativas permanentes que o aglutinem;

- Observar a lei, os princípios de moral e compreensão dos deveres cívicos, atuando segundo os princípios da ética, do civismo e da democracia, abstendo-se, todavia, de qualquer atividade ou vinculação político-partidária;

Diretoria

 

Diretoria
 
Isaac Plachta (Presidente)
Carlos Roberto da Silva (Vice-presidente)
Nicolau Pires Lages (Secretário)
Paul Antoine Maron Gédéon (Tesoureiro)
 
Suplentes
 
Wagner Luiz Rodrigues de Sá
Nélio Augusto Manhães Rodrigues
Roberto Pinho Dias Garcia
  
Conselho Fiscal
 
Efetivos
 
Ciro Alves
Angelo José Brazil Ferreira
Alexandre Fagundes de Mattos
 
Suplentes
 
Larissa Arias
Jorge Luiz Cruz Monteiro
Rodrigo Simion Hunger
  
Delegados Representantes junto à Firjan
 
Efetivos
 
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira
Carlos Mariani Bittencourt
 
Suplentes
 
Isaac Plachta
Roberto Pinho Dias Garcia

Representação

Sem fins lucrativos, o SIQUIRJ tem como base territorial todo o Estado do Rio de Janeiro, sendo representante das seguintes categorias industriais:
 
- Produtos químicos para fins industriais;
- Resinas Sintéticas;
- Álcool;
- Explosivos;
- Adubos;
- Defensivos e corretivos agrícolas;
- Destilação e refino de petróleo;
- Matérias-primas para inseticidas e fertilizantes;
- Abrasivos;
- Petroquímica;

Comissões Técnicas

As Comissões Técnicas visam promover o exame e a divulgação de informações e conhecimento de caráter técnico, econômico e gerencial, útil a todas as empresas associadas.

 

O SIQUIRJ possui duas Comissões Técnicas, compostas por especialistas ligados às empresas e contam com eventuais participações de membros de órgãos governamentais, universidades e entidades ligadas ao setor produtivo.

 

Estas comissões estão direcionadas especificamente para as áreas de Meio Ambiente, Política Social e Trabalhista e Relações Externas.

 

Os trabalhos de cada uma dessas Comissões são desenvolvidos através de suas reuniões mensais e, sempre que conveniente ou necessário, por intermédio de eventos formatados como Seminários, Mesas Redondas, Workshops, Visitas Técnicas ou Congressos.

 

Meio Ambiente e Segurança

Recursos Humanos

História

SIQUIRJ – Uma história em defesa do setor químico

 

Em 1946, o então Ministério do Trabalho reconheceu a constituição do Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para Fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro, com onze empresas filiadas. Nesse momento foi eleito o primeiro presidente da referida entidade, o empresário Guilherme Vidal Leite Ribeiro.

 

Como primeira medida importante, o SIQUIRJ pediu sua filiação junto a Federação das Indústrias do Distrito Federal, hoje FIRJAN. No final da década de quarenta a entidade recebeu o primeiro expediente do Sindicato dos Trabalhadores Químicos do Rio de Janeiro, solicitando uma reunião para negociar o reajuste salarial da categoria, mostrando assim, que o setor químico começava a ter uma representatividade à altura do seu potencial.

 

No início dos anos cinqüenta, o SIQUIRJ continuava com o seu rápido reconhecimento perante o poder público, tendo indicado seus primeiros representantes para as Juntas de Conciliação e Julgamento do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, do ainda então Distrito Federal. Como resultado desse reconhecimento, o SIQUIRJ começou a integrar e participar do Conselho de Representantes da FIRJAN, que por sua vez, criou vários órgãos para estudar importantes questões. Nesta mesma época, na Federação debatia-se sobre a questão da participação dos trabalhadores nos lucros das empresas, considerado na época asfixiante para as indústrias, em face do aumento de despesas. Nessa matéria atuaram os saudosos companheiros Euvaldo Lodi e Antônio Horácio Pereira na Câmara dos Deputados, projetando aspirações dos industriais brasileiros.

 

Após conviver com um período de ditadura militar, o SIQUIRJ, já na década de 70, celebrou um importante convênio com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Gerencial – IDEG, órgão ligado a FIRJAN, visando a sistematização de informações econômicas sobre o setor químico.

 

A década de oitenta foi um marco para o SIQUIRJ que, tendo expandido sua área de representatividade, demonstrou mais uma vez ser um sindicato de grande respeito e prestígio. Nesse momento agregou as categorias econômicas de Adubos e Corretivos Agrícolas e, de Destilação e Refino de Petróleo. Ainda nesse período, absorveu o Sindicato de Defensivos Agrícolas do Estado do Rio de Janeiro, passando a representar sua categoria, bem como o de Fabricação de Álcool. Incentivou, também, a criação da DeFar- Desenvolvimento de Fármacos S/C Ltda., constituída por um grupo de seis empresas, tendo como objetivo a pesquisa aplicada e desenvolvimento de processos produtivos fármacos, insumos e intermediários à Indústria Químico-Farmacêutica.

 

No ano de 1984 o SIQUIRJ teve mais uma grande conquista, que foi a constituição de sua sede social independente da FIRJAN. Com o aluguel de um grupo de salas passou a caminhar com vida própria, isto é, tendo seus próprios funcionários realizando suas atividades administrativas, serviço feito anteriormente pela equipe da FIRJAN.

 

Ainda na década de 80, mais precisamente no ano de 1985, incentivou a criação da Protema, através de um “pool” de empresas, tendo por objetivo a criação de um aterro sanitário para o armazenamento de resíduos sólidos no Estado do Rio de Janeiro.

 

Em 1986 apresentou ao Congresso algumas sugestões para a nova Constituição Federal e atendendo determinações da Mtb – Port. 3.117, de 28/03/85, onde reformulou o seu Estatuto Social.

 

Já em 1987 assinou junto com o Governo Federal, Estadual e Municipal um Protocolo de Intenções, visando à viabilidade da constituição da Tequímica – Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia S.A., tendo como objetivo a pesquisa, desenvolvimento e adaptação de tecnologia de produção química.

 

Com a nova Carta Magna, a partir de 1989, o sindicato passou a ter uma forte atuação nas questões de negociação salarial com as entidades de trabalhadores, atravessando momentos de greves nas empresas e outras situações inerentes a realização de Convenções Coletivas de Trabalho.

 

Seguindo com sua constante participação em diversos órgãos, o SIQUIRJ, entra na década de 90 incentivando seus diretores a participarem dos Conselhos Empresariais da FIRJAN.

 

Preocupado com as novas tendências da indústria, a entidade iniciou uma campanha de motivação junto às empresas para o engajamento em processos de qualidade total, realizando palestras, com reuniões especificas do Comitê próprio de trabalho.

 

Já no ano de 1995, além de aproximar significativamente suas relações com a ABIQUIM e realizar uma grande campanha para atração de novos sócios, o sindicato criou vários Comitês, com a participação de técnicos e dirigentes de empresas associadas, discutindo temas de interesse do setor.

 

Em 1996 iniciou uma campanha junto às empresas para aderirem a prática da “Participação nos Lucros ou Resultados – PLR”.

 

Fechando a década de 90 com chave de ouro, em outubro de 1999 foi formalizada a aquisição da atual sede do sindicato, localizada no 12° andar da Av. Calógeras n° 15, começando em novembro do mesmo ano uma campanha junto aos associados para a realização das obras da nova sede, recebendo apoio expressivo de inúmeras empresas associadas.

 

Em abril de 2001 foi realizado um grande evento para a inauguração da nova sede social, que contou com a presença de diretores da entidade, associados, personalidades e autoridades. Já no mês de maio, do mesmo ano, o SIQUIRJ entra numa nova fase de comunicação com seus associados, através da criação e lançamento do Boletim SIQUIRJ Informa. Além dessa grande novidade, ocorreu ainda a contratação dos primeiros estagiários do sindicato, dando início à consolidação de um banco de dados do setor químico fluminense, sendo uma ferramenta capaz de disponibilizar informações atualizadas sobre as empresas associadas, abrangendo produtos, matérias-primas e serviços.

 

Após a inauguração da nova sede diversas empresas e entidades co-irmãs passaram a utilizar as salas para suas reuniões, iniciando assim uma nova concepção de utilização da sede do SIQUIRJ. Com essa nova possibilidade, as Comissões Técnicas passaram a ter condições de realizar melhor seus eventos e reuniões. Condições essas que tem sido bastante utilizadas haja vista a quantidade de cursos, palestras e seminários que o SIQUIRJ vem realizando ao longo dos últimos anos.

 

A partir de 2003, o sindicato passa a ter uma efetiva aproximação com órgãos governamentais e autoridades, tendo recepcionado vários representantes de diversos Ministérios, Secretarias e parlamentares, das esferas Estaduais e Federais, além de especialistas de diversas áreas, sempre com o intuito de promover uma maior integração do empresariado com as questões políticas, técnicas e econômicas do país. Sendo esta, a forma escolhida pelo SIQUIRJ para melhor orientar seus associados, visando o fortalecimento do segmento químico.

 

Outra medida, adotada pelo sindicato, foi o aprofundamento das relações com as entidades co-irmãs, sempre no intuito de consolidar uma parceria em assuntos de interesse do setor químico. Prática essa, que tem funcionado como uma integração das entidades com o SIQUIRJ, evidenciando assim, a busca constante de um sindicato forte e estruturado.

 

Ao longo da trajetória do SIQUIRJ, um destaque importante é a participação de vários de seus diretores como presidentes de outras entidades, como Zulfo de Freitas Mallmann (Presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI) e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan), além de outros importantes empresários que compõem e compuseram a diretoria da Firjan. Dentre outros, citamos o Presidente de Honra do SIQUIRJ Guilherme Levy, que teve também uma importante atuação na presidência deste sindicato, assim como todos que presidiram a entidade desde 1946 até os dias de hoje.