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Webinar: “A Petroquímica no estado do Rio de Janeiro: passado, presente e futuro”

 

No dia 23 de novembro, o Siquirj, com o apoio institucional das entidades: Firjan, Abiquim, Braskem e CESIQ, realizou a webinar gratuita: “A Petroquímica no Estado do Rio de Janeiro: passado, presente e futuro”. O evento contou com a presença de Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan; Isaac Plachta, presidente do Siquirj; Thiago Valejo Rodrigues, Gerente de Projetos de Óleo, Gás e Naval da Firjan; Luiz Alberto Falcon, Líder de Plataforma de Reciclagem da Braskem e Jonathas Goulart, Economista-chefe da Firjan.
 
Abrindo a webinar, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, ressaltou os preços não-competitivos da matéria-prima, como a nafta e o gás natural, em relação ao mercado internacional, gerando uma dependência de importações. Além disso, destacou o potencial de desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro em médio prazo, que tem recebido um forte investimento em infraestrutura e também vem sendo beneficiado pelo “Novo Marco do Gás”, que objetiva um cenário mais competitivo em relação ao preço do gás natural. Resta ao Rio de Janeiro apenas definir a melhor estratégia de empregar esta fonte de matéria-prima numa possível revitalização e expansão de seu parque industrial químico, com destaque para a produção de etileno, propeno e olefinas derivadas. (CLIQUE AQUI para assistir a abertura realizada por Eduardo Eugenio, na íntegra)
 
Em seguida, Isaac Plachta apresentou um histórico sobre a petroquímica no Brasil, destacando a posição privilegiada em que o país já esteve em relação ao mercado internacional de produtos químicos, num período em que o investimento na Indústria Química era prioritário e intensivo. Já com relação ao estado do Rio de Janeiro, no cenário atual, destacou seu imenso potencial, sendo este responsável por cerca de 80% da produção nacional de petróleo e 60% da produção nacional de gás natural. Isso evidencia um potencial desperdiçado pela queima ou reinjeção deste recurso nos poços de exploração. Segundo Isaac Plachta, o estado do Rio de Janeiro desperdiça matéria-prima importante que poderia estar sendo utilizada para a reestruturação de uma indústria química nacional, forte e estratégica. Isto, somado aos altos preços de matéria-prima, energia e uma fortíssima carga tributária, correspondem aos principais desafios no resgate da posição de destaque de outrora e que são pontos de atenção para futuras Políticas Públicas, visando beneficiar não apenas a indústria química, mas toda uma cadeia produtiva dependente da química. (CLIQUE AQUI para assistir a apresentação de Isaac Plachta, na íntegra)
 
Thiago Rodrigues, Gerente de Projeto de Óleo, Gás e Naval da Firjan, apresentou um parecer sobre a infraestrutura já existente e planejada para ser instalada no estado do Rio de Janeiro, em sua maioria envolvendo o escoamento e aproveitamento do gás natural: são duas rotas de escoamento já prontas e outras três planejadas, além de UPGNs e terminais de GNL em pelo menos três Hubs de Gás Natural espalhados por todo o estado. Essa infraestrutura pavimenta o caminho para a reindustrialização do Rio de Janeiro, com energia e matéria-prima à disposição para o desenvolvimento de uma indústria consistente e com grande potencial, em especial para a indústria de produção de plástico, que possui a capacidade de ampliação a ponto de superar outros estados, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Outra indústria que pode se beneficiar com essa perspectiva futura é a indústria de transformação, responsável por grande parte da geração de empregos do Rio de Janeiro, que tem a indústria de produção de plástico como uma de suas maiores fornecedoras de insumos. (CLIQUE AQUI para assistir a apresentação de Thiago Rodrigues, na íntegra)
 
Na sequência, Luiz Alberto Falcon, Líder de Plataforma de Reciclagem da Braskem, trouxe algumas informações sobre a questão da sustentabilidade na companhia, apresentando um pouco do cenário atual de plásticos e sua relação com a indústria química em geral, além de ressaltar a importância do gerenciamento adequado de resíduos plásticos pós-consumo, um dos maiores desafios a serem enfrentados pela sociedade. Ele expôs a necessidade de destacar sempre uma economia circular em detrimento de uma linear, onde resíduos não devem ser considerados como lixos a serem descartados, mas matéria-prima a ser reaproveitada. Falcon afirma que um dos objetivos da Braskem é se manter alinhada à Agenda 2030 da ONU, buscando a retirada de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos destinados à incineração, aterros sanitários ou meio-ambiente, além de reduzir em até 15% a emissão de gases do efeito estufa, tudo isso tendo como foco alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Esse objetivo passa essencialmente por uma necessidade de investimentos em inovação no desenvolvimento sustentável, bem como em tecnologias de reciclagem, seja ela mecânica ou avançada. (CLIQUE AQUI para assistir a apresentação de Luiz Falcon, na íntegra)
 
Por fim, Jonathas Goulart, Economista-Chefe da Firjan, trouxe uma projeção realizada pela Federação envolvendo um investimento simulado em uma indústria química no estado do Rio de Janeiro, com um aporte de capital no entorno de R$ 45 milhões. O estudo revelou que a cada R$ 1,00 investido, gera-se um adicional de R$ 1,98 na cadeia produtiva nacional, sendo aproximadamente 43% deste capital gerado pelo próprio estado do Rio de Janeiro. Quando se fala em Cadeira Produtiva Fluminense, este mesmo investimento gera um impacto em oito setores da economia, sendo o principal deles na própria indústria química, seguido do setor de Serviços, Transporte, Metalurgia, Refino de Petróleo, coque e álcool, Comércio, Produtos Alimentares, e SIUP e Comunicações. Em questão de renda, o investimento poderia gerar um total de R$ 320 milhões para o estado do Rio e uma geração de novos empregos de cerca de 539, entre diretos e indiretos. (CLIQUE AQUI para assistir a apresentação de Jonathas Goulart, na íntegra)
 
Em resumo, todas as apresentações revelam as potencialidades do Rio de Janeiro no desenvolvimento de uma indústria química forte, uma vez que o estado já é destaque nacional na extração e produção de petróleo e gás natural, além de possuir a indústria de transformação como um dos seus setores de maior geração de empregos. Fica evidente, após o webinar, que o estado já possui uma infraestrutura instalada e planejada capaz de alavancar um desenvolvimento industrial relevante. A indústria química, em especial a fluminense, possui um poder multiplicador para a cadeia produtiva, não apenas estadual, mas também nacional, capaz de gerar inúmeros novos postos de emprego. Um importante fortalecimento da economia, especialmente após um período duro de pandemia.