A balança comercial do Estado do Rio de Janeiro encerrou o mês de maio com déficit de US$ 379 milhões, reflexo da queda de 20% das exportações, em comparação com o mesmo mês do ano passado, que atingiram US$ 1,9 bilhões, e do aumento de 20% nas importações, que alcançaram a marca de US$ 2,2 bilhões, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. É a maior elevação das compras no exterior desde 1996.

 

De acordo com a FIRJAN, as importações fluminenses avançaram em ritmo maior do que a média nacional, que registrou elevação de 4% em maio, devido principalmente a compras recordes de combustíveis e lubrificantes, que somaram US$ 913 milhões, um aumento de 56%. Só as importações de óleos brutos de petróleo somaram US$ 590 milhões. De janeiro a maio deste ano, as exportações fluminenses caíram 36%, com vendas de US$ 8,3 bilhões. O resultado foi motivado pela redução nas vendas externas de petróleo, principal produto da pauta, cujas exportações somaram US$ 4,2 bilhões.

 

Em contrapartida, as importações avançaram 27% nos primeiros cinco meses do ano, acima da média nacional, que registrou alta de 8%. Até maio, as compras externas de combustíveis e lubrificantes avançaram 80%, com movimentação de US$ 3,2 bilhões, refletindo a demanda interna.

 

Destacam-se as importações de gás natural liquefeito (GNL), que tiveram alta de 189%, no mesmo período, impulsionada principalmente pela demanda das usinas termelétricas, que acumularam US$ 1,2 bilhões em compras.

 

Fonte: Jornal do Commercio