No último dia 8 de maio, Júlia Butter, da Gerência de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan, veio ao SIQUIRJ para ouvir os empresários do setor químico e colher informações que irão nortear o Planejamento Estratégico 2015-2020 da Federação. Entre os temas estavam a questão tributária, trabalhista, logística e matérias primas.

No âmbito tributário, foi salientada a necessidade de desoneração da indústria local, assim como aumento das barreiras à importação. Lembrou-se a importância de uma política industrial para desenvolvimento do setor.

Foi comentada a dificuldade das pequenas e médias empresas em operar tantos impostos, acarretando em multas e penalizações, favorecendo a informalidade.

Em seguida, lamentou-se a falta de flexibilização da legislação trabalhista, que dificulta a manutenção e criação de postos de trabalho, discutindo a necessidade de torná-la menos engessada.

Na questão logística, os portos e rodovias foram apontados como principais gargalos, com ênfase na necessidade de reaparelhamento dos portos e diminuição do alto custo do frete e da burocracia envolvida.

Finalizando as discussões, o alto custo do gás natural foi unanimidade de crítica entre os participantes, por ser um importante insumo da indústria química. Seu custo, no Brasil, chega a ser quatro vezes maior que nos Estados Unidos.

Isaac Plachta e Edson KleiberIsaac Plachta e Edson Kleiber
Isaac Plachta e Edson KleiberIsaac Plachta e Edson Kleiber
Fotos: Guarim de Lorena