O SIQUIRJ apresenta um vasto plano de eventos.

Já realizamos:

Cenário Econômico Nacional e Estadual

(19/10/17)

O Siquirj teve o privilégio de receber no dia 19 de outubro do corrente ano, o economista Guilherme Mercês, Economista-Chefe do Sistema Firjan, que apresentou uma palestra sobre o Cenário Econômico Nacional e Estadual.
O propósito da exposição foi dar às empresas elementos para a concepção de cenários para 2018.
O palestrante iniciou sua explanação mencionando a dificuldade em se fazer projeções para conjuntura interna e externa, neste momento de grandes incertezas políticas, quando as perspectivas para a economia mundial e brasileira são positivas. O desenrolar da cena política é que determinará os contornos do contexto econômico, para o Mundo e para o Brasil.
Manter o controle sobre o crescimento da dívida pública é o pilar de sustentação do projeto de recuperação da economia brasileira, caso a crise política não permita a aprovação de medidas já anunciadas para reduzir os gastos governamentais as consequências serão muito sérias; a relação entre a dívida pública e o PIB foi 77% em 2016 e poderá chegar a 86% do PIB no final de 2018. Todo o esforço da equipe econômica do Governo para conter custos e reduzir despesas poderá ser inócuo, caso, por exemplo, ainda neste exercício não seja aprovada uma reforma, mesmo que tímida, do sistema de previdência social.
A recessão e a mudança da política econômica abriram espaço para a queda da inflação e dos juros, favorecendo uma recuperação gradual da economia, sustentada basicamente pelo agronegócio; as atividades industriais reagiram mais lentamente, mesmo assim foram feitos ajustes a maior para o PIB Industrial de 2017, marcando um crescimento de 1,2%.
Quanto à produção industrial do Estado do Rio de Janeiro, o maior fundamento é a indústria extrativa que crescerá em cerca de 5,6% em 2017 como reflexo da recuperação do setor de óleo e mineral. O setor de Metalurgia tem se destacado este ano, crescendo 25,3% em relação a 2016 devido às exportações e não ao crescimento da demanda interna. A produção de veículos automotores cresceu 22,4%, também sustentado pelas exportações, principalmente para América Latina, em particular para a Argentina. A seguir, em ordem de contribuição para o nosso PIB Industrial, estão os seguintes segmentos: Produtos de Metal: 7,5%; Bebidas: 4,5%. O setor de serviços industriais também compareceu com 3,8% do segmento de Reparos de Máquinas e Equipamentos.
No quesito Mercado de Trabalho, apesar do panorama nacional registrar abertura de 163 mil postos de trabalho até agosto deste ano, o Estado do Rio de Janeiro teve o pior desempenho de todo o País, marcando a perda de 78 mil empregados com carteira assinada. A seguir do Estado do Rio de Janeiro vem o estado de Alagoas, penúltimo lugar, com o fechamento de 34 mil postos, menos da metade do registrado no nosso Estado. O estado de São Paulo apresentou 108 mil contratações, seguido de Minas Gerais com 60 mil. Especificamente no Segmento Industrial do nosso Estado, foram perdidos 15 mil empregos na Construção e 4 mil na Indústria de Transformação.
Após o término da exposição, o palestrante respondeu a inúmeras perguntas que auxiliarão os presentes na montagem dos seus orçamentos para 2018. ∎

Propostas para Definição de Critérios de Sustentabilidade

(17/10/17)

No dia 17 de outubro, a Comissão de Meio Ambiente e Segurança do Siquirj recebeu membros da equipe da Gerência de Meio Ambiente do Sistema Firjan (Jorge Peron – Gerente do setor e as analistas em Meio Ambiente – Carolina Zoccoli e Mariana Maia), oportunidade em que apresentaram as “Propostas para Definição de Critérios de Sustentabilidade”.
A abertura da palestra foi feita pelo presidente do Siquirj Isaac Plachta, que agradeceu a presença dos representantes da Firjan no Siquirj em apresentar este importante tema aos associados do Sindicato, ressaltando que tais propostas serão apresentadas ao Inea, brevemente.
Mariana Maia conduziu a palestra destacando que o tema critério de sustentabilidade ganhou força neste ano, pois o Inea está alterando os seus processos internos para simplificar o seu licenciamento ambiental e controlar as licenças posteriormente às suas emissões, o chamado controle de pós-licença.
Um dos objetivos do fortalecimento do pós-licença é facilitar o licenciamento e a sua posterior renovação ou prorrogação.
A atual legislação de sistema de licenciamento ambiental – SLAM possui dois dispositivos bastante inovadores. O artigo 26, parágrafo único e o artigo 29 preveem que as licenças possam ter seu prazo ampliado ou ser solicitada a sua prorrogação, condicionando ambos aos critérios de produção e consumo sustentáveis.
No entanto, o Inea não regulamentou quais critérios seriam estes, o que seria produção e consumo sustentáveis em um processo produtivo.
Prosseguindo, mencionou acreditar que o estabelecimento de critérios de produção e consumo sustentáveis de processos produtivos são fundamentais para que os direitos legalmente previstos sejam aplicados. As licenças de operação que hoje são concedidas pelo Inea com 4 anos passariam a alcançar até 10 anos.
Há que se destacar a interação dos participantes na apresentação do tema, indagando diversas questões e, ainda, oferecendo algumas sugestões ao referido trabalho desenvolvido.

A modernização trabalhista e suas principais alterações

(21/09/17) No dia 21 de setembro, o Siquirj realizou, em sua sede, o quarto encontro sobre a Reforma Trabalhista – “A modernização trabalhista e suas principais alterações”, tendo como palestrante os advogados João Pedro Eyler Póvoa, sócio do Escritório Bichara Advogados, e Luiz Felipe Barbosa de Oliveira, membro da equipe do referido escritório. O evento teve como objetivo ouvir de especialistas os aspectos jurídicos concernentes a essa profunda alteração nas Relações de Trabalho, bem como o esclarecimento de nossos associados através de uma frutuosa troca com os advogados.
Quando da divulgação do evento, o Siquirj procurou identificar junto às empresas os pontos de maior importância a cada uma delas para auxiliar no foco dos debates, além dos diversos aspectos do tema abordado.
O coordenador da Comissão de Política Social e Trabalhista do Siquirj, Humberto Turlão, iniciou o evento agradecento o aceite do convite para realizar a palestra, passando a palavra ao João Póvoa, para que iniciasse a exposição do tema.
João Póvoa iniciou sua explanação abrindo espaço para que todos os presentes pudessem fazer suas perguntas durante o tratamento dos temas para que gerasse uma troca de informações mais profícua. Dentre os inúmeros pontos abordados durante a palestra, faz-se mister destacar aqueles que suscitam maiores dúvidas nas empresas.
Sobre a escala 12×36, o advogado explicou que o texto atual permite a adoção da referida escala, inclusive mediante acordo individual. Pontuou que a remuneração mensal do empregado nesta escala inclui o descanso semanal remunerado e os feriados, sendo considerados compensados não só os feriados, mas também as prorrogações em horário noturno que não serão remuneradas com o respectivo adicional. Prescinde de autorização para adoção em atividades insalubres, o que foi previsto para a viabilizar em atividades em hospitais e de segurança e vigilância.
Passando para o tema do fracionamento de férias, esclareceu que é permitido, com concordância do empregado, em três períodos, inclusive para menores de 18 e maiores de 50, sendo que um dos períodos deve ser de 14 dias e nenhum pode ser menor que 5 dias. Além disso, o texto atual proíbe o início das férias em até dois dias antes de feriado ou descanso semanal remunerado.
Quanto ao amplo tema da Terceirização, frisou os seguintes aspectos: o textual atual define prestação de serviços e autoriza expressamente a terceirização de todas as atividades, inclusive da atividade fim da contratante; autoriza aos terceirizados os mesmos direitos dos empregados das contratantes quanto à alimentação (quando oferecida em refeitórios), transporte, atendimento médico ou ambulatorial, treinamento, e condições de saúde e segurança do trabalho; empregados demitidos não poderão ser sócios ou empregados da contratada no prazo de 18 meses após a ruptura do contrato de trabalho com a contratante; não pode figurar como contratada empresa cujos titulares ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante como trabalhador com ou sem vínculo empregatício, exceto se forem aposentados. Comentou que o texto legal vai contra o posicionamento jurisprudencial consolidado na Sumula 331 do TST.
A palestra durou quase quatro horas, passando por todos os pontos doutrinários da Reforma Trabalhista, com constante troca de informações entre participantes e palestrantes.
João Póvoa agradeceu o convite e demonstrou seu desejo de retornar ao Siquirj, antes da entrada em vigência da Reforma Trabalhista, para abordar as questões processuais. Humberto Turlão agradeceu a disponibilidade do palestrante em retornar ao Siquirj, o que será motivo de grande satisfação, pois o tema é essencial para o novo momento das relações de trabalho no Brasil. ∎

 

Palestra sobre a Reforma Trabalhista
“Conheça o que muda para as empresas”

(10/08/17) No dia 10 de agosto, o Siquirj realizou, em sua sede, uma palestra sobre a Reforma Trabalhista – “Conheça o que muda para as empresas”, tendo como palestrante o advogado Waldir Nilo Passos, sócio do Escritório Waldir Passos Advogados Associados e Consultor Jurídico deste Sindicato. O evento teve como objetivo abordar as mudanças sob o ponto de vista empresarial, em um tom de conversa entre palestrante e os presentes, que puderam expor e tirar inúmeras dúvidas acerca do tema em questão.
O Presidente do Siquirj, Isaac Plachta, iniciou o evento fazendo uma apresentação do currículo do palestrante, ressaltando a importância do tema que seria debatido, pelo interesse de todas as empresas em ouvir como as alterações afetarão o cotidiano.
O palestrante começou sua explanação com uma visão de como funciona o Direito Brasileiro, que este pertence a família do Civil Law, que tem como principal fonte do Direito as leis. Destacou que o Common Law, usado nos Estados Unidos, é baseado na jurisprudência.
Diante desses comentários iniciais, Waldir Nilo Passos passou a comentar especificamente cada alteração da reforma trabalhista, atendo-se a alguns tópicos, que passam a ser discriminados a seguir.
Com relação ao que trata sobre Grupo Econômico, que antes da reforma bastava que as empresas tivessem sócios em comum ou que tivessem interesse em comum, ressaltou que após a reforma será necessário que se prove a efetiva comunhão de interesses e atuação conjunta das empresas.
Quanto a permanência do empregado na empresa para atender interesse pessoal, atualmente essa permanência configura que o empregado está à disposição do empregador, mas a partir de novembro, quando entrará em vigor a lei da reforma trabalhista, essa questão sofrerá alteração significativa, pois a permanência do empregado na empresa após seu horário de trabalho, sem estar trabalhando, não será mais considerado à disposição.
Destacou que, atualmente, como fonte subsidiária aplica-se a legislação civil, naquilo que não seja incompatível com os princípios do direito do trabalho e que a reforma trabalhista privilegia o que as partes negociarem. Comentou, também, que a edição de súmulas, orientação jurisprudencial e enunciados, a partir da reforma, estará tudo limitado, não existindo a possibilidade de suprimir e nem de criar direitos que não estejam previstos na legislação. Frisou a intenção clara de dar segurança jurídica às relações do trabalho, privilegiando o que for convencionado individualmente ou com o sindicato.
Mencionou a responsabilidade do sócio que se retira de uma empresa, que, após a reforma entrar em vigor, o sócio que tenha saído formalmente da sociedade há dois anos, e que tenha registrado na Junta Comercial, não responderá mais pela empresa; exceto se houver comprovação de fraude, sendo que a execução primeiro será em relação à empresa, depois contra os sócios atuais e, por fim, contra os sócios que saíram, caso não se consiga executar a empresa.
No que se refere a prescrição de prestações sucessivas oriundas de modificação ou descumprimento do ajustado, destacou que essas alterações passarão a prescrever totalmente após dois anos, o que resolverá uma série de conflitos e inseguranças jurídicas.
Após a explanação de Waldir Nilo Passos, os presentes fizeram mais perguntas, as quais foram prontamente respondidas, tendo o palestrante se colocado à disposição para outros eventos e/ou reuniões.
O Presidente do Siquirj agradeceu a presença de todos e, em especial, a do advogado Waldir Nilo Passos pela excelente apresentação de alguns itens alterados pela Reforma Trabalhista, e informou que o Siquirj dará continuidade na discussão em outros eventos, inclusive no âmbito da Comissão de Política Social e Trabalhista deste Sindicato.

 

Curso: Confiabilidade Humana aplicada à Segurança de Processo

(19/06/17) – Como parte das atividades do Programa Atuação Responsável, em parceria com a Abiquim, foi realizado na sede do Siquirj, no último dia 19 de junho, curso sobre Confiabilidade Humana aplicada à Segurança de Processo.
Com carga horário de 8 horas, o curso apresentou os aspectos fundamentais da disciplina Confiabilidade Humana relacionados a Segurança de Processo com o objetivo de possibilitar a determinação de ações de prevenção, proteção e controle visando redução de falhas e acidentes.

 

Curso: Legislação do Transporte de Produtos Perigosos no Modal Rodoviário – Resolução ANTT 5232/2016

(25/04/17) - Fundamentos de Segurança de Processo

Como parte das atividades do Programa Atuação Responsável, em parceria com a Abiquim, foi realizado na sede do SIQUIRJ, curso sobre a Legislação do Transporte de Produtos Perigosos no Modal Rodoviário, modificado pela Resolução ANTT 5232/2016, que substitui a antiga Resolução ANTT 420/2004, sendo um dos mais importantes textos legislativo brasileiro sobre o transporte terrestre de produtos perigosos.
O curso contou com expressiva participação por parte das empresas do setor químico, que se preparam para atender suas especificações, visto que a resolução entra em vigor no dia 16 de julho de 2017.
Com carga horário de 8 horas, o curso apresentou os benefícios e impactos da Resolução para a cadeia logística da indústria química bem como as consequências por não cumprimento à legislação de segurança no manuseio e transporte de produtos perigosos, proporcionando aos participantes o entendimento sobre as novas exigências e seus motivos.

 

Palestra: Reforma Trabalhista – PL 6.787/16

(23/03/17) - No último dia 23 de março de 2017, a Comissão de Política e Social e Trabalhista do SIQUIRJ, coordenada pelo Dr. Humberto Carlos Turlão, contou com a participação do Dr. Pedro Capanema, Consultor Jurídico do Sistema FIRJAN, que fez uma apresentação sobre a Reforma Trabalhista – Projeto de Lei n° 6.787/16.

Ao iniciar sua apresentação, o palestrante teceu comentários quanto a aprovação no dia 22 de março, na Câmara, do Projeto de Lei n° 4302/1998, que regulamenta a terceirização, que se trata de um avanço significativo para a modernização das relações de trabalho no país. A iniciativa representa uma relevante conquista no sentido da ampliação das terceirizações também para as atividades-fim das empresas.
O projeto traz ganhos importantes, como a definição da responsabilidade subsidiária, em que a cobrança dos débitos trabalhistas se direciona primeiro à empresa terceirizada, empregadora do trabalhador, para, só após, executar a empresa tomadora do serviço terceirizado.
Destacou, ainda, que foi contemplado no texto aprovado, a prorrogação dos contratos temporários, que passam de três para seis meses, sendo prorrogáveis por mais 90 dias.
Frisou que o PL 4302/98 apenas está pendente da sanção do Presidente da República.
Passando a Reforma Trabalhista, o doutor Pedro Capanema iniciou destacando a apresentação do Projeto de lei n° 6.787/16, em 23 de dezembro de 2016, na Câmara dos Deputados, e sua tramitação. O projeto de lei trata de vários temas, tais como: multas e prazos, regras do trabalho em regime de tempo parcial, representação dos trabalhadores no local de trabalho, prevalência do negociado sobre o legislado, contrato de trabalho temporário.
Enalteceu aspectos que foram suprimidos por sugestão do setor produtivo, tais como: supressão dos honorários sucumbenciais trabalhistas; supressão do impedimento de participar de licitações e empréstimos com o governo; redução da multa para micro e pequena empresa; exigência de somente um representante dos trabalhadores por empresa e não de 5 por estabelecimento; supressão da eleição realizada pelo sindicato laboral; e supressão da configuração automática de vínculo de emprego quando não há contrato temporário escrito.
O palestrante passou a detalhar as modificações, iniciando pela questão das multas, que inova ao introduzir multa de R$ 1.000,00 (mil reais) para a hipótese em que não forem promovidas as alterações cabíveis na CTPS do obreiro, caso de dados relativos à sua admissão, duração e efetividade do trabalho, férias, acidentes, entre outros. E, ainda, traz a questão do aumento da multa de um salário mínimo regional para R$ 6.000,00 (seis mil reais) por empregado não registrado. Destacou, também, que foi introduzido o § 2º ao art. 634 da CLT prevendo a aplicação do reajuste monetário pelo IPCA para as multas administrativas aplicadas aos empregadores.
Mencionou que os prazos judiciais passam a ser contados em dias úteis. Quanto ao regime de trabalho em tempo parcial, destacou que há alteração na jornada de trabalho, hoje de 25 horas semanais, para 30 horas sem possibilidade de suplementação ou 26 horas com possibilidade de até 6 horas extraordinárias, totalizando 32 horas semanais.
No que cerne à representação dos trabalhadores, a empresa com mais de duzentos empregados poderá ter um representante dos empregados, e a garantia de emprego após o mandato será de seis meses.
Destacou a possibilidade da norma negociada prevalecer sobre o legislado, afirmando que a convenção ou acordo coletivo de trabalho tem força de lei quando dispuser sobre treze assuntos específicos do artigo 611-A, merecendo destaque para os seguintes pontos: parcelamento de período de férias anuais em até três vezes; Jornada de trabalho limitada a 220 horas mensais e 12 diárias; Horas in itinere; banco de horas.
Comentou que o trabalho temporário passa a poder ser contratado por empresa interposta ou pela própria tomadora de serviços e até mesmo pessoa física. Ressaltou que o empregado temporário se aproximou severamente do contratado por prazo determinado. Mencionou que a proposta altera as hipóteses de contratação temporária, configurando como acréscimo extraordinário de serviços, entre outros, aquele motivado por alteração sazonal na demanda por produtos e serviços. A sazonalidade como configuração de serviço extraordinário pode ser interpretada como qualquer alteração que influi nos lucros da empresa. O palestrante destacou uma novidade do trabalho temporário, que é a alteração do prazo para 120 dias, com renovação, sem maiores burocracias, pelo mesmo prazo inicialmente pactuado. Importa observar que, caso o prazo do contrato temporário seja ultrapassado conforme discrimina o § 3º do artigo 10 do referido projeto, somente o período que ultrapassar o determinado no caput do artigo será considerado como contrato por prazo indeterminado. Comentou que o § 2º do artigo 11 convalida o descumprimento de um requisito formal, isto é, a forma escrita do contrato, conferindo legitimidade ao contrato temporário mesmo nesta hipótese.
Mencionou o prazo de apresentação de emendas, tendo destacando alguns pontos passíveis de emenda, bem como as datas programadas para continuidade da tramitação do referido projeto. Ao final, doutor Pedro Capanema agradeceu a todos, e se colocou à disposição para responder as perguntas dos presentes.

 

As relações entre Brasil e EUA na era Trump

(09/03/17) – O SIQUIRJ recebeu, no último dia 9 de março, o Embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa, que ocupou importantes postos em diversos países e organizações internacionais e que atualmente preside o Conselho de Relações Internacionais do Sistema FIRJAN, para que, com sua vasta experiência em política externa, contribuísse numa conversa com o setor químico sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos a partir do início do Governo Trump.

O Presidente do SIQUIRJ, Isaac Plachta, deu as boas-vindas ao embaixador, enaltecendo seu currículo e passou a palavra ao excelentíssimo convidado para que iniciasse sua explanação.
O Embaixador iniciou sua exposição agradecendo por ter sido convidado a falar em um ambiente agradável como o do SIQUIRJ. Comentou que não era crível a eleição de Donald Trump. Explicou que sua eleição se deu por um motivo principal: o descontentamento das classes médias e baixas dos EUA com a recessão econômica e as políticas que levaram à retração na oferta de empregos.
O Embaixador apresentou sua opinião de que seria uma espécie de mito o pensamento de que um empresário bem-sucedido é necessariamente um grande político e vice-versa, evidenciando o caso norte-americano do Presidente Herbert Hoover. Atentou para o fato de que no seu discurso de posse e no Capitólio, Donald Trump não mencionou os caminhos que irá traçar para realizar suas promessas de campanha.
Sobre as relações entre Estados Unidos e Rússia, o embaixador Luiz Felipe a classificou como estrategicamente fundamental, mostrando que ambas as nações têm, atualmente, objetivos próximos, como a contenção da União Europeia e o combate ao terrorismo.
Acerca do relacionamento com a América Latina, pontuou que Trump, até o momento, só tratou da construção de um muro em sua fronteira sul. O Presidente norte-americano retirou os Estados Unidos da Parceria Transpacífica e deve revisar o NAFTA, compelindo o México a entrar em relações comercias com a América do Sul.
Se tratando das relações com a China, alertou para o fato de que Donald Trump deva apresentar obstáculos ao reconhecimento do país asiático como economia de mercado pela Organização Mundial do Comércio, o que trará consequências para a organização. Esclareceu que há dependência recíproca entre ambas as nações, pois a China abastece os Estados Unidos de mercadorias de baixa tecnologia e compra a dívida americana, fazendo com que os norte-americanos dependam dessa relação.
Mostrou que Donald Trump pretende desregulamentar o setor financeiro, beneficiando o setor de energia não renovável, possivelmente gerando reações fora dos EUA no que tange à questão ambiental, além de sua equipe trabalhar para acelerar a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
Com isso, o Brasil pode esperar que essas políticas levem a uma redução do fluxo de investimentos norte-americanos diretos em território brasileiro, havendo mais incentivos para investimento do Brasil nos EUA. Especificou que o problema das relações comerciais entre Brasil e EUA está no fato de que não temos preferência no mercado norte-americano. No entanto, a Ásia e a Europa tendem a procurar parcerias, inclusive com o Brasil, para manter suas demandas.
Considerando haver tocado em importantes temas, o Embaixador abriu espaço às perguntas. Os presentes contribuíram para o debate com diversas questões que abrangeram os temas apresentados pelo Embaixador, gerando frutuosa e longa troca de informações. O Presidente do SIQUIRJ, Isaac Plachta, agradeceu novamente ao Embaixador pela presença e a excelente exposição das informações e a todos pelas contribuições. ∎

 

Perspectivas da Indústria Química no Brasil e Rio

(08/12/16) - No encerramento do exercício de 2016, foi realizado especial evento em comemoração dos 70 anos do SIQUIRJ, contando com palestra da Sra. Solange Stumpf, consultora da MaxiQuim, sobre as perspectivas da Indústria Química no Brasil e no Rio de Janeiro, seguido de confraternização. O evento contou com a presença de representantes de empresas associadas, membros de entidades ligadas ao setor, da Academia e personalidades do setor.

Na abertura do evento, o Presidente do SIQUIRJ, Isaac Plachta, agradeceu a Braskem pelo apoio e patrocínio na realização do evento, e passou a palavra a Solange Stumpf. Iniciando sua exposição, Solange Stumpf apresentou a MaxiQuim, empresa de consultoria que atua no mercado há mais de 20 anos, realizando estudos nas mais diversas áreas da Química.
Se tratando no cenário internacional, a palestrante comentou que a onda de investimentos na América do Norte desacelerá a partir de 2018, assim como na Ásia já ocorre a partir de 2017. Espera-se para o segundo semestre de 2017 um boom na entrada de novas planta de polietileno. Sobre o ciclo de rentabilidade, Solange Stumpf mostrou que houve aumento na rentabilidade de produtos como olefinas, aromáticos e plásticos, mas que no geral, as margens de rentabilidade totais terão seu pior momento em 2018. No entanto, esse quadro não deverá ser tão profundo nem tão longo. A palestrante pontuou como fatores positivos para os investimentos na Indústria Química: a redução do número de players; maior escala de produção; a integração produtiva e os projetos modulares.
Sobre a Indústria Química Brasileira, Solange Stumpf mostrou que houve diminuição do déficit devido a diminuição das importações e os produtos químicos de uso industrial passaram a corresponder a 53,2% do faturamento. Concluiu dizendo que o Brasil não pode prescindir de uma Indústria Química forte, principalmente pela sua agregação de valor, produtividade e emprego à economia brasileira.
Passando a abordar a questão do Rio de Janeiro, Solange Stumpf mostrou que o PIB fluminense em relação ao nacional está cada vez menor. Pontuou que devido a crise houve forte queda na indústria de transformação nacional e fluminense, mas que a partir de janeiro de 2016, a indústria nacional começou a reagir, mas a fluminense permanece em queda, principalmente pela queda no emprego e na massa salarial, gerando grave problema econômico em um já conturbado contexto político.
Sobre o futuro da indústria química, a palestra pontuou que a construção da petroquímica brasileira se baseou em um tripé de capital privado, matérias-primas oriundas da estatal Petrobras e tecnologia de multinacionais. Esse modela está esgotado e, por hora, abandonado. A indústria química brasileira terá que buscar alternativas não-convencionais, seja pelo lado do fornecimento de matérias-primas, seja pelo lado da diferenciação de produtos e mercados. As empresas brasileiras estão passando por uma transição em busca desses caminhos.
Comentou que a importação de nafta será a principal fonte de matérias-primas da indústria petroquímica no Brasil por muito tempo e o etano deve crescer em importância e ser o driver do próximo ciclo de expansão. A oferta e demanda de gás natural apresenta-se como opção viável de fonte de matérias-primas no médio-prazo. O comportamento de preços acalenta a esperança de haver maior participação de gás natural na matriz energética.
Sobre as oportunidades de negócio e o ambiente propício, Solange Stump elencou quatro pontos chaves: a desoneração, o REIQ, a Frente Parlamentar da Química e o PADIQ.
Encerrando a apresentação, Solange Stumpf agradeceu aos presentes e se dispôs a atender os questionamentos. Por fim, o presidente do SIQUIRJ, Isaac Plachta, agradeceu a palestrante e convidou todos os presentes para um coquetel de confraternização. ∎

 

A Modernização das Relações de Trabalho, a Súmula nº 277 do TST e a Ultratividade das normais coletivas

(22/11/16) - Em reunião da Comissão de Política Social e Trabalhista do SIQUIRJ, comandada pelo Dr. Humberto Turlão, o SIQUIRJ recebeu o palestrante Dr. PedroCapanema, Consultor Jurídico do Sistema FIRJAN, para fazer uma explanação do tema: “A Modernização das Relações de Trabalho, a Súmula nº 277 do TST e a Ultratividade das normais coletivas”.

O palestrante agradeceu as palavras do Dr. Humberto Turlão, bem como a presença de todos e deu início a sua exposição. Pontuou os pressupostos necessários para a aprovação de uma súmula de jurispruddência. Comentou a forma como foi aprovada a Súmula nº 277 pelo TST. Acrescentou que a súmula apresentada também conta com o agravante de sumular diferente do que a lei já estabelece.
Explicou que a súmula determina que as cláusulas normativas dos acordos coletivos ou convenções coletivas integram os contratos individuais de trabalho e somente poderão ser modificadas ou suprimidas mediante negociação coletiva de trabalho, exorbitando a lei que determina que a norma coletiva possui duração de dois anos, e consequentemente violando os Princípios de Separação de Poderes e da Legalidade.
Elucidou que o prazo de dois anos conta com as flutuações da economia, que podem tornar um benefício cedido anteriormente em um posterior problema para o setor financeiro da empresa, devendo ser negociado no máximo de dois em dois anos. Ponderou o entendimento do TST que age no sentido de evitar a situação em que o setor patronal venha a cruzar os braços, não aceitando o dissídio e deixando os empregados sem acordo coletivo por dois anos.
Pontuou que a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino – CONFENEN, entrou com Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, declarando inconstitucional a interpretação consubstanciada na Súmula 277 do TST. Explicou que o processo está em julgamento no Supremo Tribunal Federal – STF, tendo como ministro relator Gilmar Mendes, que emitiu parecer contrário ao TST, alegando falta de legalidade e de constitucionalidade a partir de interpretação arbitrária por parte do TST de uma norma constitucional.
Apresentou o cenário atual onde o STF estabeleceu prazo de 10 dias para a manifestação dos interessados, sendo estes o TST, a Procuradoria Geral da República – PGR e diversas entidades que se inscreveram para se tornarem amicus curiæ, fornecendo materiais de estudo para auxiliar o STF. Comentou que o prazo para pedir entrada como amicus curiæ ainda está aberto e gerará um grande volume de informações e com o recesso do Poder Judiciário se aproximando, esta decisão possivelmente se dará no próximo ano. Pontuou, ainda, que não é possível prever a decisão do STF, pois é um tema que envolve um viés político, acrescentando o fato de que o histórico de decisões envolvendo este tema é bastante instável.
Por fim, abriu espaço para um amplo e proveitoso debate entre os participantes, gerando intensa troca de informações.
Ao final, o Dr. Humberto Turlão pontuou que se aproximando dos últimos passos para esta decisão no STF, convidará novamente o palestrante no início de 2017.

 

Cursos no SIQUIRJ em setembro

(12/09/16) - Fundamentos de Segurança de Processo

(14 e 15/09/16) - Análise de Risco de Processos Industriais

O SIQUIRJ, em parceria com a ABIQUIM, realizou no dia 12 último, o curso Fundamentos de Segurança de Processo, com carga horária de 8h, e nos dias 14 e 15, o curso Análise de Risco de Processos Industriais com carga horária de 16h.
Ambos os cursos foram ministrados pelo Sr. Américo Diniz Carvalho Neto, Engenheiro Eletricista que está atuando há mais de trinta anos na liderança de SSMA em empresas como Braskem, Dupont e Dow.
Os cursos visaram apresentar os aspectos fundamentais dos temas propostos para possibilitar uma gestão eficaz dos riscos associados a operação de uma instalação, bem como uma visão abrangente para capacitar os profissionais na utilização de ferramentas essenciais para segurança do trabalho.

 

SIQUIRJ realiza curso sobre Gerenciamento de Mudanças

(19 e 20/7/16)

Foi realizado nos dias 19 e 20 de julho, em parceria com a Abiquim, o curso de Gerenciamento de Mudanças, ministrado pelo Sr. Clayton Schultz, teve como objetivo proporcionar aos participantes os conhecimentos necessários para o gerenciamento de modificações de seus processos, produtos, instalações e serviços.

 

O Cenário Econômico Nacional e Estadual

(10/03/16)

No último dia 10 de março, o SIQUIRJ recebeu o economista Guilherme Mercês, Gerente de Economia e Estatística da FIRJAN, que realizou uma palestra sobre o Cenário Econômico Nacional e Estadual. Na ocasião, Mercês não fez somente uma exposição de dados, mas apresentou relevantes informações sobre a situação, bem como preocupações para com a sociedade e possíveis saídas deste momento de crise.
O palestrante iniciou sua explanação abordando o cenário internacional, mostrando que há incerteza em relação a China, cujo crescimento não passará de 6%, impactando a demanda de commodities e mitigando o efeito da alta do dólar para as exportações. Comentou que a Europa continuará imprimindo moeda para desvalorizar o euro e os EUA manterão os juros estáveis, sendo positivo para o Brasil, pois caso contrário haveria dificuldade em se manter dólares em território nacional.
Guilherme Mercês teceu comentários sobre a taxa de câmbio, mostrando que o risco país é o principal fator de queda da taxa em 2016, mas que tem potencial para ajudar as exportações. O economista pontuou que haverá queda de 4 a 5% do PIB em 2016, reduzindo demanda por importações e equilibrando a balança comercial.
Sobre a atividade econômica, Guilherme Mercês mostrou que as projeções para o final de 2016 é de queda na atividade industrial de 8,09% no Brasil e 5,0% no Estado do Rio de Janeiro, terceiro ano consecutivo de queda de produção industrial. Pontuou o problema concernente à Indústria de Transformação, especialmente no Rio, onde as três principais cadeias estão sofrendo o impacto (petróleo, construção civil e automotiva) trazendo queda de 25% na atividade metalúrgica.
Em se tratando dos impactos no mercado de trabalho, o economista expôs que na indústria de transformação foram fechados 584 mil empregos em 2015, e no geral 1,5 milhão de empregos e espera-se apenas em 2016 por mais 2 milhões de desempregados. Guilherme Mercês comentou que a saída passa pelo equilíbrio entre desemprego e redução salarial, concluindo que a dificuldade na redução trará impacto na questão do desemprego.
Guilherme Mercês expôs a questão das dívidas estaduais, mostrando que o Rio de Janeiro tem 200% da sua receita anual como dívida, ocupando terceiro lugar no ranking de dívida dos estados, dívida essa renegociada em Brasília. Abrindo as contas do Estado, Mercês mostrou que a maior parte da arrecadação é tributária e que a questão dos royalties impacta, mas não é o mais importante. O economista pontuou que é necessário realizar reformas estruturais, pois o Estado do Rio está com um rombo de 18% do orçamento, e dentre as reformas que propõe está a questão dos encargos da dívida, que geram um estoque na mesma aumentando cada vez mais sua importância.
Comentou que a Rio Previdência consome atualmente 26% do orçamento do Estado do Rio de Janeiro para pagar apenas 26 mil servidores. Elucidou que a parte proveniente da Previdência para este pagamento consta apenas de R$ 4 bilhões, gerando um rombo de R$ 11 bilhões que foi coberto, em 2015, com royalties, lançamento de debêntures e depósitos judiciais, que por sua vez não é uma receita com que se possa contar novamente.
Sobre o cenário nacional, Guilherme Mercês abordou a questão da inflação, mostrando que 2015 fechou com quase 11% e que o Banco Central demonstra não procurar mais controla-la via taxa de juros, e que seria necessário superávit de 3-5% para fazê-la parar de crescer ou a desvalorização da moeda para desvalorizar as dívidas dos Estados.
Após o término da exposição, o palestrante se colocou ao inteiro dispor dos participantes, que fizeram perguntas, as quais foram prontamente respondidas.

 

Paulo Coutinho apresenta o novo Instituto do Senai

(19/10/15)

No último dia 19 de outubro, o SIQUIRJ, em parceria com o Conselho Regional de Química da 3ª região, sediou evento de apresentação do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos para representantes do setor químico. A apresentação foi realizada pelo engenheiro Paulo Coutinho, gerente de inovação da Braskem.
O palestrante iniciou sua explanação dizendo que os Institutos SENAI de Inovação têm como objetivo principal aumentar a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, com a criação de soluções inovadoras para a indústria de grande, médio e pequeno porte. O atendimento dos institutos abrange todo o território nacional, focando no suporte para inovação das empresas de base tecnológica, por meio de pesquisa aplicada e projetos de inovação tecnológica, apoio laboratorial para prototipagem e plantas-piloto, serviços tecnológicos de alta complexidade e alto valor agregado, transferência tecnológica, aumento de performance, redução de riscos tecnológicos, ecossistema de inovação para desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias, conexão com os principais atores do Sistema Nacional de Inovação, consultoria e treinamento em diversas áreas.
Paulo Coutinho expôs a estratégia do Instituto no período de 2015 – 2018, que deve contar com 300 projetos de inovações para a indústria, 40% de aumento de soluções em metrologia, 150% de aumento de soluções em consultoria e 90% de sustentabilidade na prestação de serviços de Tecnologia e Inovação.
No caso específico do Rio de Janeiro, o Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos, oferecerá soluções em bioquímica e química para produção e processos sustentáveis. Seus segmentos estratégicos são as indústrias de especialidade e bases químicas, biocombustíveis, agroquímica, indústria de bens de consumo, home & personal care, papel e celulose, óleo e gás. Explicou que o instituto foi criado a partir da necessidade de atender a demanda de PD&I da indústria química brasileira, constatada a partir de estudos que indicaram a biotecnologia e novas matérias-primas renováveis como como áreas em que o país possui vantagem competitiva, como o Plano Brasil Maior, o Estudo da diversificação da indústria química brasileira (BNDES/ABIQUIM) e a Agenda Tecnológica Setorial em química de renováveis (ABDI).
Aproveitando-se das vantagens competitivas, tais como possuir a maior biodiversidade, maior área agrícola disponível no mundo e melhor biomassa, o instituto visa dar passos para que o Brasil elimine o déficit na balança comercial em químicos até 2020, minimize a defasagem em biotecnologia e aumente a disponibilidade de químicos a partir de recursos sustentáveis.
Paulo Coutinho frisou que instituto ocupará espaço em inovação ainda não ocupado pela Academia e demais institutos de pesquisa no país, envolvendo profissionais das empresas, atuando na prova de conceito em biologia sintética, no desenvolvimento de de novos processos químicos e bioquímicos derivados de óleos e matérias-primas renováveis, no desenvolvimentos em Engenharia de Processos e Química Analítica e Catálise.
Os mercados potenciais contam com a indústria de especialidades e bases químicas, biocombustíveis, agroquímica, indústrias de higiene e cosméticos e produtos de limpeza, papel e celulose, óleo e gás, e têxtil. O ISI de Biossintéticos tem planos para se instalar na Ilha do Fundão, aproximando ainda mais a Academia da Indústria.
Após a apresentação, o coordenador de PD&I do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, senhor Antonio Augusto Fidalgo Neto, realizou uma breve exposição sobre o referido instituto, que possui como proposta aplicar os conceitos dos ISI na área da Química Verde.

 

Curso: Processo de Atendimento a Legislação de Segurança, Saúde e Higiene do Trabalho

(24/9/15)

O SIQUIRJ recebeu, em 24 de setembro último, o senhor Clayton Schultz que ministrou curso de Processo de Atendimento a Legislação de Segurança, Saúde e Higiene do Trabalho elaborado pela ABIQUIM, com carga horária de 8 horas.
Este curso faz parte do Programa Atuação Responsável da ABIQUIM, que desde 2014, vem oferecendo formações para os associados do SIQUIRJ.

 

Palestra: PPE, NR 12 e Terceirização

(3/9/15)

A Comissão de Política Social e Trabalhista do SIQUIRJ, coordenada por Humberto Carlos Turlão, realizou no sindicato, em 3 de setembro, palestra abordando os três temas mais importantes da área trabalhista no momento: Programa de Proteção ao Emprego – PPE; Norma Regulamentadora nº12 e Terceirização, que teve como palestrante o Dr. Pablo Rolim Carneiro, do Setor de Relações do Trabalho da CNI, representando a Dra. Sylvia Lorena de Sousa, gerente da referida unidade.
Sobre o PPE, o palestrante destacou seus objetivos, demonstranod todos os passos para que uma empresa possa se enquadrar no programa.
Quanto a Terceirização, Pablo Rolim Carneiro teceu comentários sobre o histórico da tramitação do projeto em questão, enaltecendo os principais pontos do texto aprovado e os possíveis ajustes no Senado do PLC 30/2015.
No que cerne à NR-12, o palestrante comentou as principais alterações da Portaria nº 857.
Após o palestrante finalizar sua apresentação, os presentes puderam fazer perguntas e esclarecer dúvidas existentes sobre os três temas.

 

Palestra: Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química – PADIQ

(25/8/15)

Foi realizado no dia 25 de agosto na sede do SIQUIRJ, palestra sobre o Plano do BNDES e da FINEP de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (PADIQ), com os senhores Gabriel Gomes, chefe do Departamento de Indústria Química do BNDES, e Rodrigo Secioso, gestor do Departamento de Processos Industriais da FINEP.

Após a abertura do evento, realizada pelo presidente do SIQUIRJ, Isaac Plachta, Gabriel Gomes expôs objetivo do plano, sendo este o fomento a projetos de desenvolvimento tecnológico e o investimento na fabricação de produtos químicos. Comentou que o plano contará com três editais anuais, entre 2015 e 2017. Explicou também que as linhas temáticas foram escolhidas de acordo com as oportunidades identificadas no Estudo do Potencial de Diversificação da Indústria Química Brasileira, coordenado pelo BNDES em conjunto com a Gas Energy e a Bain & Company.

As seis linhas temáticas deste plano, que contará com mais de 2 bilhões de reais, são: aditivos para alimentação animal com foco na produção de metionina a partir de fontes renováveis de matérias-primas, derivados de silício com investimento em planta de siloxano, fibras de carbono e seus compósitos, produtos para exploração e produção de petróleo, insumos químicos para higiene pessoa, perfumaria e cosméticos e produtos químicos de fontes renováveis de matérias-primas. Alguns destes investimentos contam com verbas para elevaçãos de plantas.
Rodrigo Secioso deu prosseguimento a palestra apresentando o cronograma elaborado para este plano. Ressaltou que o término para o envio de contribuições dos interessados será no dia 17 de setembro, através do site http://www.finep.gov.br/padiq, sendo em outubro a divulgação das contribuições dos interessados e as considerações de ambas as entidades que estão elaborando o 
plano.

Após o término da exposição, ambos os palestrantes se colocaram ao inteiro dispor dos participantes, que fizeram perguntas, contribuições, trocando informações e experiências construtivas para o andamento do projeto.
A apresentação realizada se encontra disponível na página principal do SIQUIRJ em http://www.siquirj.com.br para o acesso de todos.

 

Curso: Uso do Manual de Emergências com Produtos Perigosos

(6/8/15)

No último dia 6 de agosto, o SIQUIRJ recebeu o senhor William Matsuo que ministrou curso sobre o uso do Manual de Emergências com Produtos Perigosos elaborado pela ABIQUIM, com carga horária de 4 horas.
Este curso faz parte do Programa Atuação Responsável da ABIQUIM, que desde 2014, vem oferecendo formações para os associados do SIQUIRJ.
O próximo curso do programa será realizado em 24 de setembro, cujo tema é: Processo de Atendimento a Legislação de Segurança, Saúde e Higiene do Trabalho, sua inscrição já pode ser realizada no site da ABIQUIM.
Lembramos aos associados do SIQUIRJ que basta preencher positivamente o campo Associado da inscrição para que seja isento de taxa.

 

GHS: Critérios de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos

(2 e 3/7/15) Foi realizado em parceria com a ABIQUIM, o curso GHS: Critérios de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos e a Comunicação de Perigos, ministrado pelas instrutoras Giovanna Santos e Patrícia Ferreira.
Este evento faz parte do Programa Atuação Responsável que tem oferecido ao setor químico fluminense diversos cursos técnicos sediados no SIQUIRJ.

 

Comissão de Política Social e Trabalhista do SIQUIRJ realiza palestra

(24/6/15) A Comissão de Política Social e Trabalhista do SIQUIRJ, coordenada por Humberto Carlos Turlão, realizou no último dia 24 de junho, palestra sobre a Atuação do Preposto nas Reclamações Trabalhistas, ministrada pelo advogado João Pedro Eyler Póvoa, sócio do escritório Bichara Advogados.
O palestrante iniciou sua apresentação destacando a função indispensável do preposto nos processos junto a Justiça do Trabalho. Teceu comentários quanto ao artigo 843 da CLT e a súmula 377 do TST, os quais dispõe sobre a responsabilidade do preposto e o fato deste ser funcionário da empresa. Frisou que o preposto substitui o empregador e, portanto, precisa ter conhecimento dos fatos elencados na ação trabalhista. Comentou os documentos necessários que um preposto deve apresentar no momento da audiência, bem como apontou várias situações que podem ocorrer durante o trâmite processual.
O advogado João Póvoa enalteceu, por diversas vezes, que o preposto é fundamental na defesa da empresa na Justiça do Trabalho, destacando que sem a presença deste nada adianta uma petição bem redigida. Comentou sobre as provas utilizadas no processo trabalhista, dando especial destaque ao depoimento das testemunhas. Chamou a atenção de todos para o fato de que as testemunhas devem depor sobre fatos que presenciaram.
Após tais considerações, o palestrante exemplificou várias situações que ocorrem no cotidiano da justiça trabalhista, destacando hipóteses de impedimento e suspensão de testemunhas. Ao término da exposição, João Póvoa se colocou a disposição dos presentes para responder seus eventuais questionamentos.

 

Formação de Auditores Internos do Atuação Responsável

(20 e 21/5/15) Nos últimos dias 20 e 21 de maio, foi realizado no SIQUIRJ, o primeiro de cinco cursos que acontecerão em 2015, promovidos pela Abiquim, como parte do programa do Sistema de Gestão do Atuação Responsável.
O curso de Formação de Auditores Internos do Sistema de Gestão do Atuação Responsável foi ministrado pelo engenheiro Árpád Kozka, com carga horária de 16 horas.
Em 2014, o SIQUIRJ sedeou cursos do Atuação Responsável, bem como promoveu cursos de sua própria iniciativa, contabilizando 157 participantes no decorrer do ano, sendo mais uma importante contribuição para sua missão de fortalecer a indústria e torná-la competitiva.
O próximo curso promovido pela Abiquim no SIQUIRJ será o de GHS – Classificação de Produtos Químicos, a ser realizado em 2 e 3 de julho, com carga horária de 16 horas. As inscrições deverão ser feitas pelo site da Abiquim e serão gratuitas para os associados de uma das duas entidades.

 

Palestra sobre Cenário e Ajuste Econômico

(9/4/15) No último dia 9 de abril, o SIQUIRJ recebeu Guilherme Mercês, gerente de estudos econômicos da FIRJAN, para uma exposição sobre o Ajuste Econômico, com fins de esclarecer ao setor químico o panorama econômico e as medidas que estão sendo tomadas para conduzir a política econômica nacional.
Começando pelo quadro internacional, Guilherme Mercês expôs a rivalidade dos Estados Unidos e do Oriente Médio na questão petrolífera e a recuperação econômica do primeiro na oferta global de energia a partir do shale gas, que motivou a OPEP a baratear o barril do petróleo para retomada de suas economias. Para os países não produtores, representou a redução na taxa de juros pela diminuição dos custos, como China e Turquia, enquanto aos produtores representou uma queda indiscutível nos lucros das nações, como o Brasil.
Ainda no panorama internacional, Guilherme Mercês citou a política monetária das nações, como o atual fortalecimento do dólar e o enfraquecimento do euro. A desaceleração do crescimento da China também foi apontada como um dos fatores de impactos na economia brasileira, visto que era um grande importador dos produtos nacionais.
Guilherme Mercês iniciou sua exposição do cenário brasileiro evidenciando que a culpa não é exclusivamente internacional, ao contrário do que diz o governo federal. Tomando como base países emergentes mostrou: que a taxa de câmbio do Real foi a que mais se desvalorizou; que o risco país foi o que mais cresceu; que o desempenho no mercado acionário o que mais caiu, inclusive com nações semelhantes em ascensão, o Brasil é um dos poucos em queda; que a taxa de juros é uma das poucas em ascensão, mesmo com o país em recessão, enquanto a maioria do mundo está reduzindo suas taxas.
O economista salientou que com o PIB em -1%, haverá impacto na indústria por volta de 3%. Somente no Rio de Janeiro, nos dois primeiros meses do ano, o saldo bruto de demissões contou com 11.000 demissões na construção civil. Comentou que o ajuste econômico se dará, de maneira atrasada, basicamente em aumento de impostos, subida de juros e racionamento quantitativo via preços, com aumento da energia elétrica em 40%.
Guilherme Mercês explicou que uma mudança na taxa de juros leva por volta de 9 meses para ter sentido seus efeitos e a demora do Banco Central em aplicar os ajustes, posterga ainda mais a recuperação, fazendo com que 2015 seja ano de recessão e 2016 de baixo crescimento.
No Rio de Janeiro, a indústria de transformação está em queda, em mais de 5%, sendo a comparação de fevereiro de 2015 com 2014, representada por uma queda de 11%.
Mercês mostrou os resultados de um estudo da FIRJAN, revelando que o custo do trabalho da indústria, relação salário/produtividade, foi a que mais avançou, além da carga tributária que, apesar das desonerações que não acompanharam a queda da produção, aumentou em 7% no PIB, passando a arrecadação de impostos da indústria a somar 45,5% de toda sua arrecadação, a mais pesada dos setores. Com os lucros esmagados, não há investimentos.
Finalizando, o economista da FIRJAN, reforçou o empenho da Federação na defesa do setor, comentando a elaboração de propostas para sair da crise protegendo a indústria dos impactos, que serão apresentadas ao senhor Ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

 

Cenário Elétrico e Segurança do Fornecimento

(13/11/14) No último dia 13 de novembro, foi realizada no SIQUIRJ, palestra sobre Cenário Elétrico e Segurança do Fornecimento, feita por Cristiano Prado, da Gerência de Competitividade Industrial e Investimentos da FIRJAN.

Na oportunidade, Cristiano mostrou que a FIRJAN já havia dado alerta para o assunto em 2012, mas não obteve difusão adequada pelos meios de comunicação. Na ocasião, o nível dos reservatórios do Brasil encontrava-se, em média, no patamar de 37%. A previsão de chuvas era abaixo da média história dos últimos 80 anos e a participação das termelétricas na geração total era de 22,3%.

Cristiano expôs a tendência decrescente dos níveis históricos dos reservatórios, mesmo com certa amenização nos períodos de chuva (novembro a abril), que, por sua vez, não ocorreram em 2013, trazendo a situação para um patamar ainda mais crítico.

Indicando que a previsão do subsistema da região sudeste/centro-oeste deva passar de 18,4%, em outubro, para 16,1%, em novembro, Cristiano expôs a crescente participação das termelétricas na geração, sendo em 2014 a maior geração térmica dos últimos 14 anos, com 25,5% do total.

Cristiano mostrou que a geração térmica atual pode aumentar apenas 7,3%, atingindo seu total disponível. No entanto, esses 7,3% deveriam dar conta do aumento da demanda, e estar preparados para uma geração menor que o previsto, problemas técnicos com as usinas e indisponibilidade de combustível.

Fatores que agravam a situação são o aumento do risco de desligamento de turbinas hidrelétricas, pressão sobre os sistemas de transmissão, termelétricas de back-up acionadas ininterruptamente sem realizar manutenção, redução da geração eólica e UTE biomassa devido a sazonalidade e aumento sazonal da demanda devido a elevação da temperatura forçando o sistema para atendimento nos momentos de pico.

Finalizou resumindo: a segurança elétrica não está garantida, há riscos de apagão associados à possibilidades de queda de potência, sem chuva o déficit poderá ser inevitável e em qualquer cenário, o preço da energia aumentará.

 

Curso Transporte de Produtos e Resíduos Perigosos

(5/11/14) O SIQUIRJ realizou, no último dia 05 de novembro, em sua sede, o curso de Transporte de Produtos e Resíduos Perigosos – Legislação e normas técnicas.

Ministrado pela engenheira Glória Benazzi, profissional de reconhecida experiência na área, o curso de 8 horas de duração contou com a presença de 37 participantes.

Ao final do curso, os participantes preencheram uma ficha de avaliação, na qual foram analisados itens como expectativa geral quanto ao curso, aplicação do conteúdo ministrado na empresa do participante, domínio do assunto demonstrado pelo palestrante e estrutura oferecida para o evento.

Entre os indicadores, vale ressaltar a percepção de expressivo domínio do assunto pela palestrante (97% considerou excelente) e o atendimento do conteúdo ministrado às expectativas dos participantes (88% considerou excelente). Além disso, os participantes preencheram um espaço destinado à sugestão de temas para futuros cursos que o Sindicato poderá realizar em 2015.

Este foi o último curso oferecido pelo SIQUIRJ em 2014. Em breve divulgaremos os cursos previstos para o próximo ano, com temas alinhados às demandas do nosso setor, visando continuar contribuindo com o fortalecimento de nossos associados e aumento da competitividade do setor químico nacional.