Por que devemos fortalecer o Siquirj?

O Siquirj, no dia 24 de outubro passado, completou 72 anos de atividades em defesa dos interesses do setor químico do estado do Rio de Janeiro, atuando como elo de comunicação entre a indústria química fluminense e diversos segmentos da sociedade.
2018 foi – ainda é – um tempo de inflexão na história política moderna do País. O governo eleito se comprometeu a implantar políticas econômicas mais liberais internamente e promover a abertura da nossa economia para investidores e produtos estrangeiros. Tudo a conferir, mas, convenhamos, há sinalização que boa parte do prometido será realizada.
Em tempos de mudanças radicais como o que está por vir, é essencial manter uma boa sintonia com agentes governamentais, para garantir que os resultados das novas políticas alcancem seus objetivos gerais sem constranger a nossa produção industrial química. Nestes momentos de novas diretrizes governamentais, é que um Siquirj forte exerce sua finalidade principal; zelar pela normalidade das atividades industriais sob sua jurisdição.
A nossa economia, depois da prolongada recessão, emite discretos sinais de que uma recuperação está a caminho, entretanto como a crise foi mais intensa no nosso Estado é preciso garantir que o Rio de Janeiro seja percebido como atraente aos novos investidores e empresas que abrirão novos postos de trabalho ao colocar seus projetos por aqui.
Assim, para garantir a atratividade ao nosso Estado, o Siquirj participou do movimento empresarial, composto pela Firjan, Fecomercio, Sebrae, SindRio e Asserj, que contratou uma consultoria independente para analisar a competitividade tributária nos estados da região Sudeste – que concede ao todo 1.220 incentivos na Região.
Esta ação das entidades patronais, que também envolveu empresas e prefeituras, teve sucesso ao demonstrar aos parlamentares a importância de se manter as políticas de incentivos fiscais no nosso Estado; segundo o relatório final da consultoria contratada, sendo mantidos os incentivos há a possibilidade de se abrir 13,3 mil postos de trabalho em 1,1 mil novas empresas.
Outro aspecto relevante, em 2018, para o Siquirj foi a reforma trabalhista, que veio atender à necessidade de se adaptar a CLT a uma organização da produção mais moderna, com reflexos diretos nas relações entre empregados e empregadores. Indiretamente, a reforma também visa aumentar a produtividade da mão-de-obra e, por consequência, a competitividade do produto nacional nos mercados interno e externo. Em uma fase de política mais liberal com propostas de abrir a economia nacional ao mercado externo, a reforma trabalhista tardou, mas chegou em boa hora, já que melhora a competitividade de toda a cadeia produtiva.
O princípio de que o acordado prevalece sobre o legislado – salvo o disposto na Constituição Federal e na CLT – resultará em acordos que ampliarão e flexibilizarão a oferta de empregos, que será adaptado às demandas finais dos produtos comercializados dentro e fora do País.
Nos assuntos trabalhistas, o Siquirj continua com a função primordial de representar o interesse das empresas nas convenções coletivas, preservando a tranquilidade do ambiente de trabalho das instalações industriais, porque as negociações – por vezes tensas – ocorrerão longe dos portões das fábricas.
Desejamos a todos Boas Festas e que 2019 reforce a nossa convicção de que o Siquirj prosseguirá na sua missão.

Isaac Plachta
Presidente