Refino e petroquímica
O futuro do Rio de Janeiro

Para o Estado do Rio de Janeiro é oportuna a discussão do documento “Investimento em Refino e Petroquímica a partir do uso do petróleo e gás de propriedade da União, conforme as regras do modelo de partilha”. A íntegra do trabalho está na seção Biblioteca do site do Siquirj.
Em resumo, a proposta é que, sendo a viabilidade das atividades de refino e petroquímica, inexoravelmente dependentes da disponibilidade e níveis de preço das matérias-primas, porque não se utilizar parte do volume de petróleo e gás que pertencerão à União, a partir do cumprimento das regras do Regime de Partilha, aplicáveis aos leilões do Pré-sal. A União calcularia um deságio no valor do óleo, para conferir atratividade à cadeia produtiva.
No mundo, o crescimento da capacidade total de refino, cresce menos que a produção de petroquímicos porque o transporte rodoviário – hoje o maior consumidor de produtos de refino – deverá ceder espaço para a petroquímica que ampliará sua participação na demanda, sem superar o transporte. A explicação é o desenvolvimento de combustíveis alternativos não poluentes, o desenvolvimento de veículos híbridos e o estímulo à utilização de transportes coletivos. Tudo leva a reduzir o consumo de derivados do petróleo para o transporte e aumenta-lo para a petroquímica.
No Rio de Janeiro a proposta do BNDES é uma luz no fim do túnel, a reativação dos setores de petróleo e petroquímica são projetos estruturantes e estratégicos para nossa recuperação.
A implantação de refinaria integrada com um conjunto de empresas petroquímicas – como se pratica mundialmente – não se esgotam na cadeia petroquímica: os reflexos benéficos se expandem para além das indústrias químicas, abrangendo a produção automotiva, têxtil, alimentos, siderurgia, máquinas e equipamentos, etc. e afeta diretamente o setor de serviços. O estudo merece atenção e apoio.