O consumo aparente nacional, que mede a demanda nacional por produtos químicos, registrou elevação de 7,2% em 2013, em relação ao ano anterior. O índice de quantum da produção do segmento de produtos químicos de uso industrial também fechou 2013 com crescimento. Todavia, a variação foi menor, de 1,67%, na comparação com o ano anterior. Apesar de positivo, esse desempenho poderia ter sido bem melhor não fosse o atípico resultado verificado entre agosto e outubro do ano passado, ocasião em que houve recuo acumulado de 10,3% no índice de produção, em decorrência do apagão de energia no Nordeste e da parada programada para manutenção no pólo petroquímico de Camaçari.

Em 2013, a produção subiu 1,67%, as exportações caíram 7,9% e o volume importado teve crescimento de 17,7%, apesar da desvalorização do real. Nos últimos anos, todo o crescimento da demanda interna nacional tem sido atendido por elevações no volume importado de produtos químicos. Além disso, o segmento não tem conseguido elevar suas exportações. Como os produtos químicos estão na base de praticamente todas as cadeias industriais, seu efeito multiplicador é expressivo na economia.

Para a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, a desoneração de PIS/Cofins sobre a compra de matérias-primas é um ponto importante, apesar de insuficiente para reverter a situação. “Outras questões precisam ser solucionadas, dentre as quais a redução do custo da energia, tanto a elétrica quanto o gás, além da melhora na segurança do seu fornecimento. Questões de logística também encarecem o produto nacional, anulando, muitas vezes, o esforço das empresas na busca de ganhos de eficiência. Mas, um dos pontos mais urgentes, que ainda carece de uma solução, é o da adoção de uma política para o gás natural
utilizado como matéria-prima”.

Fonte: Abiquim