O Sistema FIRJAN lançou o site “Quanto custa o gás natural para a indústria no Brasil?”, com o objetivo de prover informações claras, atualizadas e de fácil acesso, de modo a contribuir para o planejamento das empresas. O trabalho integra a série Quanto Custa, que já dispõe de um site semelhante sobre energia elétrica, e tem o propósito de identificar fatores que afetam a competitividade da indústria nacional.
Por meio do novo canal, no ar desde 27 de março no endereço www.quantocustaogasnatural.com.br, é possível saber que, atualmente, o preço médio cobrado por esse insumo no Brasil é 11,2% superior à média internacional. Porém, comparado aos Estados Unidos, o custo interno é 261% mais caro; e em relação ao México, é o dobro. Entre 16 países selecionados, o Brasil ocupa a oitava posição, à frente da China e da África do Sul, por exemplo.
Na comparação por estados, o Rio de Janeiro está em sétimo lugar entre as 16 unidades da federação que dispõem de oferta de gás natural canalizado, critério de abrangência do estudo. O preço para a indústria fluminense, de US$ 18,06 por MMBtu, está mais competitivo do que os praticados no Rio Grande do Sul e São Paulo, que são os mais elevados do país. Mas o Rio perde quando comparado aos demais estados do Sudeste, Espírito Santo e Minas Gerais.
O site informa ainda o custo desmembrado por componente. Assim, é possível saber que os impostos representam, em média, 22,1% do preço interno, ao passo que a margem das distribuidoras situa-se em 14,3%. O restante, 63,6%, refere-se às parcelas variável (valor da commodity) e fixa (valor do transporte do gás natural).
Júlia Nicolau, chefe de Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema FIRJAN, explica que as comparações auxiliam a tomada de decisão das empresas. “A comparação com outros países nos permite ver o quanto o nosso gás está ou não competitivo, o que afetará decisões relativas aos investimentos das empresas. Uma empresa de grande porte pode decidir se instalar em um país ou em outro, ou em um determinado estado do Brasil, em função dos custos. Acompanhar este custo permitirá que sejam propostas soluções para tornar o país mais competitivo”, afirma.

Fonte: Carta da Indústria 686