O consumo doméstico de polipropileno (PP) e polietilenos (PE) foi o principal responsável pelo aumento da demanda local por resinas termoplásticas em 2012, aponta levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O consumo aparente nacional (CAN) nos dois segmentos cresceu 4,5% e 3,5% em relação ao ano anterior, respectivamente. O CAN do País, incluindo todos os tipos de termoplásticos, cresceu 1,7%, praticamente recuperando a retração de 1,3% registrada no ano anterior.

O consumo de polipropileno totalizou 1,473 milhão de toneladas no ano passado e o de polietilenos, 2,319 milhões de toneladas. Os dois segmentos responderam por quase 65% do CAN total do País, que ficou em 5,893 milhões de toneladas no ano.

Em contrapartida à alta da demanda nos segmentos de PP e PE, a indústria brasileira amargou uma queda de 1,1% no consumo de PVC, 15,3% no consumo de EVA e 4,9% em PET, grau garrafa. Esses segmentos explicam a alta inferior a 2% registrada pelo indicador no ano. No segmento de poliestireno, o consumo cresceu 1,3% em 2012. O consumo per capita de resinas termoplásticas no Brasil ficou em 30 quilos por habitante em 2012, levemente acima de marca de 29,7 quilos do ano anterior.

No segmento de polipropileno, a produção cresceu 5,2% e somou 1,646 milhão de toneladas. As importações encolheram 9,2%, para 242,6 mil toneladas, e as exportações caíram 1,5%, para 415,3 mil toneladas. Ambos os segmentos têm a Braskem como única fornecedora instalada em território brasileiro.

Fonte: Jornal do Commercio