O Siquirj teve o privilégio de receber no dia 19 de outubro do corrente ano, o economista Guilherme Mercês, Economista-Chefe do Sistema Firjan, que apresentou uma palestra sobre o Cenário Econômico Nacional e Estadual.
O propósito da exposição foi dar às empresas elementos para a concepção de cenários para 2018.
O palestrante iniciou sua explanação mencionando a dificuldade em se fazer projeções para conjuntura interna e externa, neste momento de grandes incertezas políticas, quando as perspectivas para a economia mundial e brasileira são positivas. O desenrolar da cena política é que determinará os contornos do contexto econômico, para o Mundo e para o Brasil.
Manter o controle sobre o crescimento da dívida pública é o pilar de sustentação do projeto de recuperação da economia brasileira, caso a crise política não permita a aprovação de medidas já anunciadas para reduzir os gastos governamentais as consequências serão muito sérias; a relação entre a dívida pública e o PIB foi 77% em 2016 e poderá chegar a 86% do PIB no final de 2018. Todo o esforço da equipe econômica do Governo para conter custos e reduzir despesas poderá ser inócuo, caso, por exemplo, ainda neste exercício não seja aprovada uma reforma, mesmo que tímida, do sistema de previdência social.
A recessão e a mudança da política econômica abriram espaço para a queda da inflação e dos juros, favorecendo uma recuperação gradual da economia, sustentada basicamente pelo agronegócio; as atividades industriais reagiram mais lentamente, mesmo assim foram feitos ajustes a maior para o PIB Industrial de 2017, marcando um crescimento de 1,2%.
Quanto à produção industrial do Estado do Rio de Janeiro, o maior fundamento é a indústria extrativa que crescerá em cerca de 5,6% em 2017 como reflexo da recuperação do setor de óleo e mineral. O setor de Metalurgia tem se destacado este ano, crescendo 25,3% em relação a 2016 devido às exportações e não ao crescimento da demanda interna. A produção de veículos automotores cresceu 22,4%, também sustentado pelas exportações, principalmente para América Latina, em particular para a Argentina. A seguir, em ordem de contribuição para o nosso PIB Industrial, estão os seguintes segmentos: Produtos de Metal: 7,5%; Bebidas: 4,5%. O setor de serviços industriais também compareceu com 3,8% do segmento de Reparos de Máquinas e Equipamentos.
No quesito Mercado de Trabalho, apesar do panorama nacional registrar abertura de 163 mil postos de trabalho até agosto deste ano, o Estado do Rio de Janeiro teve o pior desempenho de todo o País, marcando a perda de 78 mil empregados com carteira assinada. A seguir do Estado do Rio de Janeiro vem o estado de Alagoas, penúltimo lugar, com o fechamento de 34 mil postos, menos da metade do registrado no nosso Estado. O estado de São Paulo apresentou 108 mil contratações, seguido de Minas Gerais com 60 mil. Especificamente no Segmento Industrial do nosso Estado, foram perdidos 15 mil empregos na Construção e 4 mil na Indústria de Transformação.
Após o término da exposição, o palestrante respondeu a inúmeras perguntas que auxiliarão os presentes na montagem dos seus orçamentos para 2018.