O Sistema FIRJAN recebeu no dia 16 último, o vice-presidente da República, Michel Temer, para um almoço com empresários fluminenses. O encontro teve a presença do Presidente do SIQUIRJ Isaac Plachta, empresários fluminenses, deputados estaduais e federais, além de outras autoridades. No encontro, o presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, defendeu o pacto pela governabilidade, em que os atores sociais se reúnam em torno de uma única mesa de negociação para a reprogramação da economia brasileira.
“É preciso ter certeza de que a mudança na condução da política econômica veio para ficar, e que o Executivo estará preparado para oferecer também sua cota de sacrifício. Os empresários nunca disseram ‘não’ ao país. Mas também esperam que o país não diga ‘não’ aos empresários numa hora tão difícil para a atividade produtiva”, declarou o presidente do Sistema FIRJAN.
Michel Temer afirmou que é preciso diálogo permanente com toda a sociedade. “O empresariado poderá contribuir enormemente para isso. Precisamos ter humildade para nos unir e reconhecer possíveis equívocos que tenham sido cometidos. O diálogo com o Congresso, o empresariado e trabalhadores é fundamental para que saiamos todos juntos deste imbróglio em que estamos. Não podemos permitir mais uma crise constitucional”, disse o vice-presidente, que também abordou a importância da reforma política no País.

Governador do estado do Rio, Luiz Fernando Pezão ressaltou a iniciativa da Firjan em ter trazido há duas semanas o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e agora Michel Temer para o debate com empresários. “O ministro Armando nos deu uma visão do setor empresarial. Temer está tendo a oportunidade de falar sobre o quanto podemos avançar na discussão política com as classes produtivas, mostrando que o Brasil não pode retornar a um passado que a gente não quer mais ver”.
O prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, reconheceu a importância das reivindicações feitas pelo presidente da FIRJAN. “Dentre toda a agenda proposta pelo Eduardo Eugenio, eu diria que o processo para se chegar lá é o maior desafio que temos neste momento. Todos nós temos um enorme grau de responsabilidade nisso. Este é um País que mostra que tem um setor produtivo capaz de fazer as transformações necessárias. O que falta é menos ideologia, menos crenças imutáveis. Na hora que nós do Governo sentarmos para ouvir o que outros setores têm a dizer certamente o Brasil vai poder avançar”.